quarta-feira, 22 de julho de 2020

GEOGRAFIA - 7°/8° - 27/07/2020 A 31/07/2020

Município de São Bernardo do Campo
Secretaria de Educação

Departamento de Ações Educacionais

Divisão de Educação Infantil, Ensino Fundamental e

Educação de Jovens e Adultos

 

EMEB ESTUDANTE FLAMÍNIO ARAÚJO DE CASTRO RANGEL.

NOME:________________________________________  DATA:__________

Atividades Complementares

SEMANA

ATIVIDADE

NÚMERO

DATA

ANO/CICLO

15

Geografia

01

27 a 31/07/2020

7º e 8° termo

  

Caros educandos, espero que estejam bem. Essa semana daremos continuidade ao conteúdo sobre a produção agrícola atual, seus impactos e consequências para o meio ambiente. 

OS PROBLEMAS AMBIENTAIS RURAIS

As atividades agrárias têm-se mostrado crescentemente como fortes depredadoras dos recursos naturais. É incontestável a necessidade crescente de produção de alimentos que possam atender ao crescimento do consumo pela população que cada dia mais vive em cidades. Para suprir tais necessidades, a tendência tem sido a de recorrer a tecnologias cada dia mais sofisticadas. Nesse processo de aperfeiçoamento técnico e na procura de aumento da produtividade por hectare e por trabalhador visando aumentar a lucratividade, o ambiente natural está cada dia mais sendo alterado, chegando em algumas áreas do Brasil e do mundo a verdadeira degradação ambiental. 

As atividades agrícolas chamadas modernas são cada vez mais avançadas tecnologicamente, empregando baixa quantidade de mão-de-obra e utilizando maquinarias, adubos químicos, inseticidas e herbicidas. Esse modelo de produção agrícola intensificou-se principalmente nas décadas que sucederam à Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A produção agrícola mecanizada, em face das exigências de grandes investimentos nos insumos (máquinas, adubos, controladores de pragas), é mais vantajosa quando praticada em grandes extensões de terras e com o cultivo do tipo monocultura. 

As monoculturas estendem-se principalmente pelos terrenos planos (planície) ou em planaltos com relevo suave. Em áreas muito inclinadas, a utilização de máquinas modernas enfrenta muitas dificuldades. A monocultura mecanizada tem a vantagem do aumento da produção e da taxa de produtividade, mas, em contrapartida, provoca grandes danos na fauna, na flora e no solo. 

O cultivo de espécie vegetal única (soja, trigo, algodão, milho, entre outros) em grandes extensões de terras favorece o desenvolvimento de grande quantidade de pequenas espécies animais invasoras, as pragas que se alimentam desses produtos. É o caso da lagarta da soja, do besouro-bicudo do algodão e de bactérias como o ácaro dos mamoeiros, o cancro-crítico dos laranjais e as diversas pragas dos cafezais, dos fungos que atacam o trigo e o milho e das pragas que infestam os canaviais. Já o cultivo de várias espécies, ou seja, a policultura, implica  competitividade entre elas e elimina a possibilidade da disseminação de pragas. Nas monoculturas as pragas proliferam muito rapidamente, e em dois ou  três dias uma plantação de soja ou de algodão pode ser totalmente dizimada. Para evitar isso, utilizam-se cada vez mais os inseticidas e fungicidas químicos, que podem ser altamente prejudiciais à saúde do homem. 

O cultivo mecanizado é obrigatoriamente acompanhado do uso de fertilizantes químicos, e para controle das chamadas “ervas daninhas”, ou do “mato”, que nascem e crescem mais rapidamente que as espécies plantadas, aplicam-se os herbicidas, são tóxicos quanto os venenos aplicados para controlar os insetos e fungos. 

A aplicação frequentemente de quantidades cada vez maiores desses produtos químicos, genericamente chamados de insumos agrícolas, contamina o solo. Além disso, eles são transportados pela chuva para os riachos e rios, afetando, desse modo, a qualidade das águas que alimentam o gado, abastecem as cidades e abrigam os peixes. O veneno afeta a fauna, e os pássaros e os peixes desaparecem rapidamente das áreas de monocultura, favorecendo a proliferação de pragas, lagartas, mosquitos e insetos em geral. A impregnação do solo com venenos e adubos químicos tende a torná-lo estéril pela eliminação da vida microbiana. O solo é um elemento vivo da natureza; sua contaminação o torna progressivamente sem vida e menos produtivo.  


Com base no texto, responda: 

1- Em que tipos de terrenos é mais interessante a produção de monocultura?




2- Por que a monocultura exige tantos produtos químicos?




                            


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